top of page
Buscar

Arquimedes, matemática e criatividade

  • bfbellini
  • 14 de out.
  • 2 min de leitura
ree

Que tal imaginarmos Arquimedes em um cenário moderno, talvez em um laboratório ou em um workshop de design, ainda com seu olhar pensativo, mas cercado por ferramentas e tecnologias atuais e até um Mind Mapping? Isso poderia ilustrar como seus princípios ainda são aplicados hoje e como a criatividade continua a impulsionar a inovação.


É fascinante pensar em como a mente dele combinava criatividade e matemática. Ele não apenas resolveu problemas complexos, mas também os abordou de maneiras inovadoras, como o famoso "Eureka!" ao descobrir o princípio do empuxo enquanto tomava banho. Para quem já passou pela experiência de um workshop comigo sabe que falamos sobre o nosso banho de cada dia... rsrs


A criatividade segue padrões matemáticos e estatísticos previsíveis. No ambiente profissional acelerado de hoje, compreender e alavancar esses princípios pode ser a chave para inovar de forma consistente e alcançar avanços significativos.


Um dos fundamentos mais surpreendentes, conforme demonstrado pelo psicólogo Dean Keith Simonton, é que o sucesso criativo segue a probabilidade estatística. Assim como Thomas Edison, que de suas mais de 1.000 patentes produziu invenções revolucionárias como a lâmpada, ou Picasso, com suas mais de 20.000 obras, a quantidade gera qualidade. Quanto mais tentativas você e sua equipe fazem, maiores são as chances de um insight se transformar em uma obra-prima.


Além da quantidade, a distribuição das ideias também é previsível, seguindo a Lei de Zipf. A maioria das ideias será mediana, algumas serão boas, mas uma rara fração será verdadeiramente brilhante. Em vez de apenas buscar o "perfeito" na primeira tentativa, foque em gerar um vasto volume de conceitos, sabendo que o verdadeiro sinal de inovação reside nos outliers – aquelas ideias extraordinárias que se destacam.


A inovação raramente surge do nada. Margaret Boden nos ensina que a criatividade é predominantemente combinatória. Pense em como o sampling no hip-hop, a cultura de memes ou as teorias científicas evoluem: eles pegam elementos existentes e os recombinam de maneiras novas e surpreendentes. No ambiente de trabalho, isso significa encorajar a conexão entre ideias aparentemente díspares e a reutilização inteligente de recursos e conhecimentos já existentes.


Por fim, a criatividade floresce na "borda do caos" – aquele ponto delicado entre a aleatoriedade total e a ordem rígida. Demasiada estrutura sufoca a novidade; demasiado caos impede a compreensão. O desafio é encontrar o equilíbrio ideal onde conexões inesperadas, mas significativas, podem se formar, permitindo que a inovação surja de um terreno fértil de liberdade controlada.


Criatividade = Tentativas × Combinações × Tempo × Equilíbrio Caos-Ordem.


Quais são as estratégias que sua organização já utiliza (ou poderia começar a usar) para transformar a criatividade em uma metodologia previsível e potente?


 
 
 

Comentários


Siga-nos nas redes sociais

  • Instagram
  • White LinkedIn Icon

Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1811 - São Paulo, SP CEP: 01452-001

bottom of page